8.12.10

*Depoimento para o blog do Michel Laub


Natércia Pontes, autora de Az Mulerez

“É uma espécie de cigana que recebo, acho. Um espírita me contou. E tem de ser no silêncio absoluto, madrugadão mesmo. Britadeira, vozes, alarmes e telefones são meus maiores inimigos. Música sem letra, geralmente clássica. Às vezes vinho, às vezes água. Tenho mania de escrever no caderninho algumas palavras-chave e imagens. Depois passo pro word, depois imprimo, reviso, gravo e escuto o texto para identificar alguns tropeços sonoros. Vou até o fim. Ultimamente tenho deixado alguns trabalhos pela metade, marinando. Tem funcionado. É muito bom ver o texto escrito, mas cansativo. (Ah, e gosto de ter uma flor por perto. Deve ser por causa da cigana.)”